Após início com estiagem e replantio, lavouras de 42 municípios da região se recuperam e projetam rendimento acima da média, segundo a Emater
As chuvas recentes transformaram o cenário da safra de soja no norte do RS.

Após um início de plantio marcado por altas temperaturas e baixa umidade do solo, as precipitações que retornaram garantiram melhores condições de desenvolvimento das lavouras.
Com o plantio concluído, a expectativa agora é de uma safra com produtividade acima da média. Segundo Josmar Freitas Veloso, gerente regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, a região — que abrange 42 municípios — já semeou toda a área.
— Estamos com o maior percentual de lavouras em início de estágio vegetativo e um menor percentual já entrando em fase reprodutiva, de floração — explica.
Antes do retorno da chuva o cenário era de preocupação. As previsões indicavam baixos volumes de precipitação, o que, inicialmente, se confirmou e atrasou o plantio em relação à safra passada. A virada, contudo, veio com as chuvas registradas a partir de dezembro.
Conforme a Emater, apesar de as chuvas em sequência terem desacelerado momentaneamente o avanço do plantio, foram fundamentais para garantir a germinação adequada
— O solo já não oferecia condições de plantio. Inclusive, tivemos áreas com replantio devido à germinação e à morte de plântulas em função das altas temperaturas. Com o retorno das chuvas próximo ao Natal, o cenário mudou rapidamente, o que devolveu ânimo aos produtores — afirma.
Expectativa de produtividade acima da média
Com o clima mais favorável e a boa recuperação das lavouras, a projeção para a safra é positiva.
— A expectativa é muito boa. Se as condições climáticas permanecerem assim, teremos produtividades médias acima de 4,2 toneladas por hectare — projeta Veloso.
Neste momento do ciclo, produtores concentram esforços no manejo das lavouras. Nas áreas em estágio inicial, o foco está no controle de plantas invasoras. Já nas áreas em fase reprodutiva, a atenção se volta para pragas e doenças, especialmente a ferrugem asiática.
— Os produtores estão realizando o controle preventivo da ferrugem, pois os dados apontam a presença de esporos na Região Norte desde outubro. Já temos o patógeno e agora também o hospedeiro, e condições de temperatura e umidade favoráveis à doença — alerta.
A orientação, no momento, é que os produtores mantenham monitoramento constante das lavouras e adotem manejo integrado.
— Recomendamos que façam medidas racionais de controle, sempre que possível integrando produtos biológicos ao sistema de produção. Isso contribui para a sustentabilidade, redução de custos e eficiência produtiva aliada à conservação ambiental.
Fonte: GZH
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