A internação em estado grave de Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, trouxe à tona os riscos associados ao uso de canetas emagrecedoras obtidas de forma irregular, após a mulher utilizar o medicamento sem prescrição médica e com origem no Paraguai, em um caso registrado em Belo Horizonte, Minas Gerais.

O quadro clínico teve início com dores abdominais, o que motivou a internação. Com a evolução dos sintomas, surgiram complicações neurológicas, e a principal suspeita é o desenvolvimento de uma síndrome que compromete o funcionamento de órgãos, além da fala, da musculatura e dos movimentos do corpo.
Exames indicaram intoxicação medicamentosa. A família tentou identificar a substância utilizada, mas a análise não pôde ser realizada em razão da procedência do produto.
Em novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras que ainda não possuem regulamentação no Brasil. Segundo o órgão, quando o medicamento não é autorizado, não há informações seguras sobre a procedência nem sobre a eficácia do produto, além do risco de o paciente utilizar uma substância que não corresponde ao princípio ativo informado.
A Anvisa ressalta que nem toda caneta emagrecedora pode ser comercializada no país e que, embora esses medicamentos possam auxiliar no tratamento da obesidade quando indicados por um médico, o uso indiscriminado e a compra por meio de revendedores não autorizados representam riscos à saúde.
Fonte: Portal Marília
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