Escrito por 18:30 Esporte

VAMOS FALAR DE FUTEBOL DO TIO SAM: UM JOGO UM SHOW UMA FORTUNA

A semana esportiva começou com a final de um dos maiores eventos esportivos do planeta, capaz de atrair não só fãs do esporte, mas também curiosos e espectadores do mundo inteiro. Falamos do Super Bowl, a grande decisão da NFL (National Football League), o futebol americano.

Chegando à sua 60ª edição, o Super Bowl encerra uma competição em que o campeão realiza apenas 19 partidas em toda a temporada. E mesmo assim o futebol americano é, disparado, a maior paixão esportiva dos Estados Unidos — e vem espalhando fãs por todo o mundo.
A final histórica colocou frente a frente Seattle Seahawks e New England Patriots, com o Seattle sagrando-se campeão.

Mas, mais do que o resultado em campo, o que realmente chama a atenção são os números astronômicos fora dele.
O pico de audiência aconteceu durante o intervalo, com o show do porto-riquenho Bad Bunny, que quebrou recordes ao atingir 135,4 milhões de telespectadores ao vivo. Um número simplesmente impressionante.

No aspecto financeiro, alguns revelados assustam:
• A receita bruta da final chegou a 800 milhões de dólares (cerca de 4,2 bilhões de reais).
• Foram consumidas aproximadamente 1,48 bilhão de asinhas de frango durante o evento.
• As apostas envolvendo o jogo movimentaram 1,76 bilhão de dólares (aproximadamente 9,18 bilhões de reais).
• O consumo total, somando comidas, bebidas, roupas e produtos relacionados à final, alcançou incríveis 20,2 bilhões de dólares (mais de 105 bilhões de reais).
• A Apple paga 50 milhões de dólares por ano à NFL apenas para patrocinar o show do intervalo.
• O impacto econômico na Califórnia, estado-sede da final, foi de 500 milhões de dólares.
• Cerca de 26 milhões de americanos afirmaram que faltariam ao trabalho na segunda-feira após o Super Bowl.
• O ingresso mais barato no estádio custou cerca de 6 mil dólares (31,2 mil reais).
• Um anúncio de 30 segundos durante a transmissão custou aproximadamente 7 milhões de dólares (quase 37 milhões de reais).

Diante de tudo isso, fica fácil entender por que os americanos amam tanto o futebol — mas o deles, o da NFL. Na sequência das preferências esportivas vêm o basquete, o beisebol, e só bem depois aparece o soccer, o nosso futebol, que ocupa apenas a sétima posição no gosto popular dos EUA.

O Super Bowl espanta o mundo não apenas pelo esporte, mas pela capacidade absurda de gerar dinheiro, engajamento e impacto econômico. Os números são assustadores, quase inacreditáveis.

No fim das contas, a NFL colhe os frutos de décadas de organização, profissionalismo e visão de mercado e faz da sua final, o, Super Bowl não um jogo, um espetáculo que movimenta bilhões e mostra ao mundo o poder de uma liga bem organizada.

João Carlos C. Ferreira
Colunista Esportivo – Tribuna | Portal Diário
Desportista organizador dos campeonatos regionais de futebol de campo