Escrito por 13:57 Esporte

SELEÇÃO BRASILEIRA QUASE PRONTA PRA COPA

A semana esportiva mundial foi marcada pela tradicional Data Fifa, período em que as seleções entram em campo para amistosos ou disputas por vagas na próxima Copa do Mundo. A seleção brasileira também participou desse calendário e realizou dois amistosos importantes contra adversários europeus de peso: França e Croácia.

Time do Brasil posado para amistoso com a Croácia — Foto: Nathan Ray Seebeck-Imagn Images

Enfrentar a França sempre traz lembranças marcantes e dolorosas para o torcedor brasileiro. Os franceses eliminaram o Brasil na Copa de 1986, conquistaram o título mundial em 1998 justamente sobre a seleção brasileira e voltaram a nos tirar do Mundial em 2006, diante de uma das seleções mais estreladas que o país já montou nas últimas décadas. E desta vez a história voltou a se repetir.

Na última quinta-feira, dia 26, o Brasil acabou derrotado por 2 a 1. Bremer marcou para os brasileiros, enquanto Mbappé e Ekitike fizeram os gols da vitória francesa. Mais do que o resultado, a atuação gerou críticas. Vinícius Júnior esteve abaixo do esperado, os laterais Douglas Santos e Weslei também foram bastante questionados, e o técnico Carlo Ancelotti recebeu críticas pela escolha tática de atuar com dois meias e quatro atacantes contra uma seleção poderosa como a França, hoje considerada por muitos a principal candidata ao título da próxima Copa do Mundo.

O detalhe que aumentou ainda mais as críticas foi o fato de a França ter tido um jogador expulso no início do segundo tempo e, mesmo com um a menos, continuar controlando o jogo e ainda chegar ao segundo gol.

Já na terça-feira, 31 de março, o Brasil teve pela frente outro velho conhecido: a Croácia. A lembrança mais recente contra os croatas ainda dói no torcedor brasileiro, já que foi justamente essa seleção que eliminou o Brasil na Copa do Mundo de 2022, naquele jogo dramático em que o time brasileiro vencia na prorrogação, sofreu o empate no último lance e acabou derrotado nos pênaltis.

Danilo comemora gol do Brasil sobre a Croácia — Foto: André Durão

Desta vez, porém, o resultado foi diferente. O Brasil venceu por 3 a 1, com gols de Danilo, Igor Thiago e Martinelli. Majer marcou para os croatas.

Ancelotti promoveu mudanças importantes na equipe. Improvisou um zagueiro na lateral direita, contou com o retorno de Marquinhos na defesa, colocou Danilo do Botafogo no meio-campo e escalou João Pedro como centroavante. Luiz Henrique, ex-Botafogo, entrou no lugar do lesionado Raphinha.

O resultado foi um time mais equilibrado e competitivo. Danilo teve grande atuação e pode ter garantido uma vaga entre os 26 convocados para a lista final da Copa. Endrick também aproveitou bem a oportunidade, assim como Luiz Henrique. Outra experiência interessante foi a entrada de Igor Thiago, que marcou de pênalti e deixou boa impressão.

Mais do que os resultados, esses amistosos serviram para medir o verdadeiro nível da seleção brasileira diante de adversários europeus de primeira linha. Perder para a França, atualmente uma das melhores seleções do mundo ao lado de Espanha e Argentina, não é nenhum absurdo. E quando enfrentou uma equipe de menor força no cenário atual, como a Croácia, o Brasil conseguiu se impor e vencer.

Por isso, fica uma sensação moderadamente positiva. Talvez o Brasil não tenha hoje uma geração de grandes craques como em outras épocas, mas possui bons jogadores e conta possivelmente com o melhor técnico do mundo no comando.

Não sei se a seleção será campeã do mundo, mas acredito que não passará vergonha. Há qualidade suficiente para fazer uma boa campanha.

E tudo isso sem sequer entrar no assunto que ainda promete dominar os debates nas próximas semanas: Neymar.

Afinal, até o dia 18 de maio, data da convocação final para a Copa do Mundo, essa será certamente a discussão mais quente entorno da seleção Brasileira.

João Carlos C. Ferreira

Colunista Esportivo – Tribuna | Portal Diário
Desportista organizador dos campeonatos regionais de futebol de campo