Projeção do Nespro da UFRGS é de que a alta chegue a 7% até agosto

O déficit de carne bovina no mundo deve seguir alimentando altas no preço da proteína e, por consequência, do churrasco do gaúcho. Coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) da UFRGS, Júlio Barcellos estima que, pelos próximos três meses, o cenário seja de alta, entre 2% e 3%, totalizando 7% até o final de agosto:
— A carne bovina subiu no mundo todo. Relatório do varejo dos Estados Unidos em relação ao consumo de carne bovina mostra que, nos últimos 12 meses, os preços subiram 11% para a carne resfriada e 14% para carne moída.
E o consumo global não perdeu espaço, apesar dessa valorização, acrescenta Barcellos, com aumento de vendas de 74% na carne resfriada e de 89% na moída. Isso acaba refletindo também no Rio Grande do Sul.
Contribui para a escassez de oferta da carne bovina no mundo a redução de rebanhos, registrada em diferentes países produtores, por motivos igualmente diversos. No Rio Grande do Sul, explica o coordenador do Nespro, a crise na agricultura, combinada com a escassez de crédito, fez com que muitos produtores acabassem levando mais fêmeas ao abate, para fazer caixa. E o resultado é um impacto sobre a oferta (são as fêmeas que produzem terneiros), como já projetava Barcellos em outubro do ano passado, diante do elevado percentual de fêmeas abatidas.
O contexto de mercado da carne bovina é um dos assuntos que vão permear os debates da 21ª Jornada Nespro e do 2º Congresso de Criadores, que vão ocorrer no próximo mês, nos dias 24 e 25. Mais uma vez, o evento será realizado no BarraShoppingSul, na Capital. Presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli explica a razão para isso:
— A ideia de estarmos em um shopping é uma verdadeira estratégia. De um lado, estamos fazendo com que a população urbana nos conheça. Do outro, o pecuarista sair de dentro da propriedade, buscar qualificação, dialogar.
Fonte: GZH
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