Escrito por 15:59 Crissiumal

Desemprego cai para 5,4% no Brasil, menor taxa para um segundo trimestre desde 2012

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, entre abril e junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado é o menor registrado para um segundo trimestre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano, quando a taxa estava em 6,1%, houve redução de 0,7 ponto percentual. Já em relação ao mesmo período de 2025, quando o índice era de 5,8%, a queda foi de 0,4 ponto percentual.

Apesar da melhora no mercado de trabalho, 1,1 milhão de brasileiros ainda procuravam emprego havia pelo menos dois anos. O número representa uma redução de 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando cerca de 1,3 milhão de pessoas estavam nessa situação.

Também houve queda no número de pessoas que começaram a procurar trabalho recentemente. No segundo trimestre, 1,1 milhão buscavam uma ocupação havia menos de um mês, 2,4% a menos que no mesmo período do ano anterior.

Desemprego recua em 13 estados

De acordo com o IBGE, 13 das 27 unidades da Federação registraram redução na taxa de desocupação em comparação com o trimestre anterior.

As maiores quedas foram observadas no Rio Grande do Norte, com redução de 1,9 ponto percentual; Paraíba e Acre, ambos com 1,6 ponto; e Tocantins, com 1,5 ponto.

Também apresentaram recuo Alagoas (-1,3 ponto), Minas Gerais (-1,2), Mato Grosso do Sul (-1,1), além de Goiás e Rondônia, com redução de 1 ponto percentual cada.

Entre os estados com maiores taxas de desemprego estão Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%) e Piauí (8,3%). Sergipe aparece na sequência, com 7,9%.

Na outra ponta, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país, com 2,1%. O estado foi seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

Subutilização da força de trabalho

Outro indicador divulgado pelo IBGE foi a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que considera pessoas desempregadas, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e aqueles que poderiam trabalhar, mas não estavam disponíveis ou não procuravam emprego.

O índice ficou em 12,9% no segundo trimestre de 2026.

As maiores taxas foram registradas no Piauí (26,6%), Bahia (24,4%) e Alagoas (23,4%). Santa Catarina apresentou novamente um dos menores índices, com 4,1%, atrás apenas de alguns estados com taxas próximas.

Desalento também é monitorado

O IBGE também acompanha o chamado desalento, que envolve pessoas que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam encontrar uma oportunidade ou por outras razões relacionadas à busca por trabalho.

No primeiro trimestre de 2026, o percentual de desalentados em relação à força de trabalho ou à força de trabalho potencial era de 2,1%.

Os maiores índices foram registrados no Maranhão (9,4%), Alagoas (8,1%) e Piauí (7%). Já as menores taxas estavam em Santa Catarina (0,2%), Espírito Santo (0,6%) e Rondônia (0,7%).

Os dados mostram que o mercado de trabalho brasileiro apresentou melhora no segundo trimestre, com a taxa de desemprego atingindo o menor nível já registrado para o período na série histórica do IBGE.

Fonte: Portal diário com informações do Portal R7.