Escrito por 10:54 Crissiumal

⚠️ Colesterol alto pode avançar sem sintomas e aumentar risco de infarto e AVC, alerta cardiologista do HCI ⚠️

O colesterol elevado pode permanecer silencioso durante anos e, mesmo sem apresentar sintomas, provocar alterações nas artérias que aumentam o risco de infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). O alerta é da cardiologista Paula Birk, do Hospital de Clínicas de Ijuí (HCI), que destaca a importância do acompanhamento dos níveis de LDL, conhecido popularmente como “colesterol ruim”.

De acordo com a especialista, um dos principais desafios na prevenção é justamente a ausência de sintomas. Muitas pessoas associam o colesterol elevado a algum sinal físico ou acreditam que jovens, pessoas magras e fisicamente ativas não estão sujeitas ao problema.

“O erro mais comum é associar colesterol alto à presença de sintomas ou ao aspecto físico, achar que, por ser jovem, magro ou ativo, o risco não existe, ou que só vale a pena se preocupar quando sentir algo”, explica Paula.

O excesso de LDL pode se acumular nas paredes das artérias e desencadear um processo inflamatório, contribuindo para o desenvolvimento de placas de aterosclerose. Com o passar do tempo, essas placas podem aumentar ou até se romper, favorecendo a formação de coágulos que podem interromper o fluxo sanguíneo e provocar um infarto ou AVC.

Exames são importantes mesmo sem sintomas

A cardiologista reforça que pessoas que se sentem saudáveis também devem manter o acompanhamento dos níveis de colesterol por meio de exames.

As recomendações atuais indicam o acompanhamento do perfil lipídico em adultos a partir dos 19 anos, com repetição pelo menos a cada cinco anos. Para pessoas que apresentam outros fatores de risco cardiovascular, os intervalos podem ser menores.

No caso das crianças, há recomendação de rastreamento entre os 9 e 11 anos, especialmente para identificar alterações como a hipercolesterolemia familiar, condição que pode levar a níveis elevados de colesterol por fatores genéticos.

Outro ponto destacado por Paula é que não existe uma única meta de LDL considerada ideal para todas as pessoas. O valor recomendado depende do risco cardiovascular individual, considerando fatores como idade, pressão arterial, diabetes e tabagismo.

A genética também pode influenciar os níveis de colesterol. Por isso, ser jovem, magro ou praticar atividade física regularmente não elimina o risco de apresentar colesterol elevado.

Mudanças de hábitos ajudam na prevenção

A adoção de hábitos saudáveis é uma das principais estratégias para prevenir e controlar o colesterol alto. Entre as recomendações estão a redução do consumo de gorduras saturadas e de alimentos industrializados, além do aumento da presença de vegetais, frutas, leguminosas, oleaginosas, grãos integrais e peixes na alimentação.

A prática regular de atividade física também faz parte das medidas de prevenção e controle.

Em alguns casos, porém, apenas as mudanças no estilo de vida não são suficientes para atingir a meta de LDL estabelecida para o paciente. Pessoas que já apresentam aterosclerose ou que tiveram infarto ou AVC podem necessitar de tratamento medicamentoso.

“A medicação não substitui a adoção de mudanças no estilo de vida. O benefício de manter o LDL baixo por mais tempo é substancialmente maior do que começar a tratá-lo tardiamente”, reforça a cardiologista.

O acompanhamento médico e a realização periódica de exames são fundamentais para identificar alterações precocemente e definir a melhor estratégia de prevenção e tratamento de acordo com o risco cardiovascular de cada pessoa.

Fonte: Hospital de Clínicas de Ijuí (HCI)