Escrito por 16:31 Crissiumal

Uso excessivo de telas aumenta preocupação com casos de olho seco entre crianças e adolescentes

O aumento do tempo que crianças e adolescentes passam diante de celulares, tablets e computadores tem despertado a atenção de especialistas para um problema cada vez mais observado nessa faixa etária: o olho seco pediátrico.

O tema foi discutido durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), realizado em Salvador. Especialistas alertaram para a relação entre a exposição prolongada às telas e alguns hábitos adotados durante o uso dos dispositivos.

Segundo a oftalmologista Ana Paula Silverio, quando crianças e adolescentes permanecem concentrados diante das telas por períodos prolongados, especialmente com o aparelho muito próximo ao rosto, a frequência do piscar tende a diminuir.

O piscar é importante para espalhar a lágrima sobre a superfície dos olhos. Quando ocorre com menos frequência, a película lacrimal pode evaporar mais rapidamente, favorecendo o ressecamento e o surgimento de desconfortos.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Ardência;
  • Coceira;
  • Vermelhidão;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Visão embaçada;
  • Piscar excessivamente.

O piscar frequente pode ser um dos primeiros sinais percebidos pelos pais de que a criança está apresentando algum desconforto ocular.

Especialistas orientam que os responsáveis observem o comportamento das crianças durante e após o uso de dispositivos eletrônicos. Quando os sintomas são frequentes ou persistentes, é importante procurar um oftalmologista para avaliação e identificação da causa.

Com a presença cada vez mais precoce da tecnologia na rotina infantil, os cuidados com a saúde dos olhos ganham importância para reduzir desconfortos e possíveis problemas associados ao uso prolongado de telas.

Fonte: Portal Diário com informações do Congresso Brasileiro de Oftalmologia / Bah Conecta Aí