
O aumento no número de pessoas identificadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem ampliado também a procura por profissionais especializados em diferentes áreas da saúde e da educação. Para muitas famílias, especialmente nos municípios menores, encontrar atendimento adequado ainda representa um desafio.
Dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontaram cerca de 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados com autismo, o equivalente a 1,2% da população.
Com o avanço dos diagnósticos e a maior conscientização sobre o TEA, cresceu também a busca por serviços de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicopedagogia e profissionais capacitados em intervenções comportamentais, entre outras especialidades.
No entanto, a oferta de profissionais ainda não acompanha a demanda em diversas regiões, principalmente fora dos grandes centros. Para muitas famílias, conseguir acesso a uma terapia específica significa percorrer quilômetros em busca de atendimento.
Em alguns casos, a criança precisa realizar fonoaudiologia em um município, terapia ocupacional em outro e acompanhamento psicológico em uma terceira cidade, conforme a disponibilidade de profissionais.
A dificuldade não envolve apenas a distância. Os deslocamentos também representam gastos com combustível e alimentação, além de tempo de viagem, possíveis faltas ao trabalho e toda a organização necessária para manter uma rotina de terapias que, em muitos casos, ocorre várias vezes por semana.
Ao mesmo tempo, o cenário evidencia uma crescente demanda por profissionais especializados. Áreas como psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, além de setores ligados à educação, apresentam possibilidades de atuação diante da necessidade de ampliar a rede de atendimento.
A capacitação profissional, porém, é um dos pontos importantes nesse processo. O crescimento da demanda exige não apenas mais profissionais, mas também qualificação para oferecer atendimentos adequados às diferentes necessidades das pessoas com TEA.
Para as famílias, contar com profissionais especializados no próprio município pode representar redução de custos, maior continuidade no tratamento e menos tempo gasto em deslocamentos.
O desafio dos próximos anos será ampliar a rede de atendimento de forma que o crescimento dos diagnósticos seja acompanhado pela expansão dos serviços disponíveis.
Para muitas famílias, o diagnóstico pode estar mais próximo, mas o acesso à terapia ainda pode significar percorrer muitos quilômetros.
Fonte: Portal diário com informações de Bah Conecta Aí
Foto: Divulgação















