Escrito por • 14:01• Crissiumal

ATUALIZAÇÃO – Conselho Tutelar havia recebido denúncias sobre possível exposição de adolescente antes de duplo homicídio em Candelária

Órgãos de proteção já acompanhavam a situação familiar de Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e de sua filha Karolayne Cristina Costa, de 13, antes de ambas serem assassinadas na zona rural de Candelária, no Vale do Rio Pardo.

Segundo informações obtidas pela reportagem, o Conselho Tutelar recebeu denúncias relacionadas à família, principalmente após Patrícia abrir um bar ao lado da residência onde morava, na localidade de Passa Sete, a cerca de oito quilômetros do centro do município.

Conforme as denúncias, o estabelecimento teria sido utilizado como ambiente de prostituição e a adolescente teria sido vista no local junto da mãe. Relatos também chegaram ao Conselho Tutelar por meio de pessoas da comunidade e de denúncias anônimas encaminhadas ao Disque 100.

Um ofício elaborado pelo Conselho Tutelar em 11 de setembro apontava a necessidade de adoção de providências relacionadas à guarda dos quatro filhos de Patrícia. O documento foi encaminhado ao Ministério Público, à Polícia Civil e ao Judiciário de Candelária, solicitando uma avaliação da situação familiar e medidas consideradas necessárias para a proteção das crianças.

O documento mencionava que a situação apresentava possíveis riscos à integridade física, psíquica, moral e sexual dos envolvidos.

Na ocasião do crime, apenas Karolayne, a filha mais velha, estava na residência junto da mãe. As duas foram encontradas mortas e, conforme as investigações policiais, os assassinatos teriam ocorrido entre o domingo (27) e a segunda-feira (28).

Patrícia também era mãe de dois meninos gêmeos, de nove meses. No dia do crime, os bebês estavam sob os cuidados de uma babá e atualmente permanecem sob guarda provisória da avó paterna.

A outra filha, de 10 anos, vive com uma babá desde os dois anos de idade. A mulher, porém, não possui a guarda legal da criança.

Acompanhamento da família

O Conselho Tutelar informou que continua atuando no caso e à disposição da comunidade, mas não divulgou detalhes sobre as medidas adotadas em razão do sigilo necessário para garantir a proteção integral das crianças.

O Judiciário informou que recebeu um e-mail encaminhado pelo Conselho Tutelar relacionado à família e que o conteúdo foi posteriormente enviado ao Ministério Público. Não há registro de requerimento no sistema eletrônico.

O Ministério Público confirmou o recebimento do documento e informou que, em 11 de setembro, antes dos assassinatos, foi instaurado um expediente para acompanhar a situação da família.

Após o crime, foram solicitadas novas diligências à rede de proteção para avaliar questões relacionadas à convivência familiar, à saúde e ao bem-estar das crianças.

De acordo com o promotor Martin Albino Jora, a prioridade neste momento é identificar entre os familiares alguém que tenha condições e interesse em assumir a guarda provisória dos filhos. Caso isso não seja possível, poderá ser solicitado o acolhimento institucional.

Investigação criminal

Na esfera criminal, o Ministério Público aguarda a conclusão da investigação conduzida pelas autoridades policiais.

Após a confirmação da autoria e da materialidade dos crimes, o órgão informou que adotará as medidas cabíveis perante o Judiciário, incluindo eventual pedido de prisão preventiva dos envolvidos e, caso existam elementos suficientes, o oferecimento de denúncia.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Fonte: Portal diário com informações de Notícias na Tela

Foto: Divulgação redes sociais