
Jamais se observou um episódio de El Niño com tamanha intensidade no começo do mês de outubro como no evento deste ano, segundo análise da MetSul Meteorologia publicada nesta terça-feira (13). E o fenômeno ainda deve se fortalecer antes de atingir seu pico.
Conforme o levantamento, baseado em dados da agência norte-americana NOAA, a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial, estava 3,3°C acima da média. Para comparação, no início de outubro de 2015, durante outro episódio muito intenso, a diferença era de 2,1°C.
Os modelos analisados indicam que o auge deve ocorrer em novembro ou dezembro. A maioria projeta um aquecimento entre 3,5°C e 4°C acima da média, com enfraquecimento gradual a partir do começo de 2027.
Para o Rio Grande do Sul, porém, intensidade recorde não significa automaticamente consequências mais graves. A MetSul ressalta que os efeitos dependem também dos ventos, da circulação atmosférica e das condições de outros oceanos.
Segundo a empresa, embora mais forte, o episódio atual trouxe até agora menos chuva ao território gaúcho que o de 2023. O comportamento reforça que cada El Niño tem características próprias: o recorde no oceano, isoladamente, não permite prever a dimensão dos impactos em cada região.
Fonte: Portal Diário, com informações de METSUL Meteorologia
Foto: METSUL















