Escrito por 14:31 Crissiumal

🌎 Chance de El Niño muito forte chega a 95% entre outubro e dezembro, aponta agência dos EUA

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 95% a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026.

A nova previsão foi divulgada nesta quinta-feira (13) e representa uma alta em relação ao boletim anterior, de julho, quando a agência estimava em 81% a chance de um El Niño muito forte no período.

Para novembro a janeiro, a probabilidade de o fenômeno atingir grande intensidade está estimada em 90%. A NOAA também aponta que existe 69% de possibilidade de o episódio ficar entre os mais intensos registrados desde 1950.

🌊 Pacífico está cada vez mais quente

O alerta ocorre em meio ao rápido aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial.

A região Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas pelos especialistas para acompanhar o fenômeno, apresentava uma anomalia de temperatura de 1,2°C em julho. No início de agosto, esse valor chegou a 1,8°C acima da média.

Esse aumento indica um fortalecimento significativo do fenômeno.

O El Niño ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial apresentam aquecimento de pelo menos 0,5°C acima da média. O fenômeno faz parte do ciclo climático conhecido como ENOS (El Niño-Oscilação Sul), que também inclui a La Niña e períodos de neutralidade.

🇧🇷 Quais podem ser os efeitos no Brasil?

Os impactos do El Niño variam de acordo com a região e a época do ano.

🌧️ No Sul do Brasil, o fenômeno costuma favorecer o aumento das chuvas, elevando o risco de temporais, enchentes e outros eventos extremos.

☀️ No Norte e em parte do Nordeste, historicamente, o El Niño está associado à redução das chuvas e ao aumento do risco de períodos de seca.

🌡️ Já no Sudeste e no Centro-Oeste, os efeitos podem ser mais irregulares, com maior frequência de calor, mudanças na atuação das frentes frias e distribuição irregular das chuvas.

🔥 Fenômeno também influencia o calor global

El Niños mais intensos costumam contribuir para o aumento das temperaturas médias do planeta. Isso ocorre porque o aquecimento do Pacífico altera a circulação atmosférica e se soma ao cenário de aquecimento global.

Especialistas ressaltam, porém, que a intensidade final do fenômeno dependerá não apenas do aquecimento do oceano, mas também da forma como a atmosfera responderá nos próximos meses.

📌 A previsão indica um período de atenção redobrada para o fim da primavera e o início do verão, especialmente no Sul do Brasil, onde historicamente o El Niño pode favorecer episódios de chuva intensa e temporais.

Fonte: g1 / NOAA