
O clássico Grenal 451, disputado no Beira-Rio, marcou a final do Campeonato Gaúcho de 2026. Um campeonato atípico neste ano, realizado em apenas cerca de 60 dias, mas que terminou como tantas outras vezes: com Grêmio e Internacional decidindo o título.
E como também virou tradição nas finais recentes, a decisão veio acompanhada de muitas polêmicas de arbitragem.
O jogo começou com o Internacional tentando assumir o controle da partida. O time colorado criou as melhores oportunidades no início, tendo duas ou três chances claras de abrir o placar. Em uma delas, o goleiro gremista Weverton fez uma grande defesa, evitando o gol que poderia mudar o rumo da decisão.
Ainda no primeiro tempo surgiu o primeiro grande lance polêmico. O árbitro Rafael Klein marcou pênalti para o Internacional, mas após ser chamado pelo VAR voltou atrás e anulou a penalidade. O lance gerou grande irritação entre os colorados. Do lado gremista também houve reclamações, principalmente de uma agressão de Ronaldo em Amuzu logo no início da partida, que terminou apenas com cartão amarelo.
O curioso é que o lance do pênalti dividiu até mesmo especialistas em arbitragem. Em diferentes programas e análises, dois ex-árbitros apontaram que houve pênalti e outros dois afirmaram que não. Ou seja, nem mesmo entre especialistas houve unanimidade imagine então entre torcedores. Para os colorados foi pênalti claro; para os gremistas, a decisão do VAR foi correta.
Logo depois da polêmica, no primeiro escanteio do Grêmio no jogo, Gustavo Martins apareceu para abrir o placar. A partir daquele momento, ficou claro em campo que o panorama da decisão havia mudado completamente. O Internacional passou a jogar muito mais na base do orgulho e da tentativa de reação, enquanto o Grêmio administrava o jogo pensando no apito final.
Mas o clássico ainda teria mais um capítulo de arbitragem. Por volta dos 30 minutos, o VAR voltou a chamar o árbitro, que marcou pênalti para o Inter e expulsou Wagner Leonardo. Alan Patrick cobrou e empatou o Grenal.
Mesmo assim, analisando o contexto geral da partida, ficou evidente que o Internacional entrou em campo muito tenso. Esse nervosismo acabou favorecendo a estratégia gremista: travar o jogo, usar a catimba, diminuir o ritmo e não deixar o Inter jogar, além de inflamar sua torcida e transformar o ambiente em pressão constante.
Com o apito final, terminou o Campeonato Gaúcho de 2026. Agora a chave vira para outras competições: Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e, no caso do Grêmio, também a disputa da Copa Sul-Americana.
Para o Internacional, o momento tende a ser de forte pressão. Se o clube continuar preso ao lamento pela perda do Gauchão, isso pode trazer consequências ainda maiores. Não há muito tempo para reagir: é preciso lamber as feridas rapidamente e começar a somar pontos no Brasileirão, ou o final do ano pode novamente ser de sofrimento.
Já o Grêmio sai da decisão com mais tranquilidade. O título garante confiança, dá sequência ao trabalho da comissão técnica e traz paz para trabalhar nas próximas competições.
E, claro, dá também munição para a famosa corneta da torcida. Nos últimos dez Campeonatos Gaúchos, o Internacional conquistou apenas um título. Um número que pesa muito na rivalidade e que tem incomodado bastante os colorados, enquanto os gremistas seguem festejando mais uma conquista e ampliando sua sequência vitoriosa no futebol gaúcho nos últimos 10 anos.















