Especialistas em clima e segurança alimentar alertam que a formação de um Super El Niño pode provocar impactos severos na produção de alimentos em diferentes partes do mundo, elevando o risco de insegurança alimentar e pressão sobre os preços da cesta básica.

O fenômeno climático é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, provocando alterações nos regimes de chuva e temperatura em escala global. Os efeitos incluem secas extremas, enchentes e perdas agrícolas simultâneas em importantes regiões produtoras.
Na África Central e Oriental, a preocupação está relacionada às secas prolongadas, que comprometem a agricultura de subsistência. Já no Sudeste Asiático, as estiagens afetam diretamente a produção de arroz, alimento essencial para milhões de pessoas.
Na América Central, especialmente na região conhecida como Corredor Seco, a falta de chuva ameaça lavouras de milho e feijão. No Brasil, os impactos também variam conforme a região: enquanto Norte e Nordeste enfrentam calor intenso e estiagens, o Sul registra excesso de chuvas e temporais que prejudicam lavouras e a qualidade dos grãos.
Segundo especialistas, os reflexos do Super El Niño vão além do campo. A quebra de safras reduz a oferta global de produtos como soja, milho e trigo, pressionando os preços internacionais dos alimentos.
A pecuária também sofre impactos, já que o estresse térmico pode reduzir a produção de leite e carne, além de aumentar a mortalidade de animais.
Outro ponto de preocupação é o efeito econômico em países mais vulneráveis, principalmente aqueles que dependem da importação de alimentos e enfrentam dificuldades para absorver a alta dos preços.
Diante do cenário, entidades como a MetSul Meteorologia e especialistas da área defendem investimentos em sistemas agrícolas mais resilientes, políticas de adaptação climática e formação de estoques reguladores para reduzir os impactos de futuras crises alimentares.
Fonte: Radio Cultura AM
Portal Diário















