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SENADO APROVA CRIAÇÃO DE CADASTRO NACIONAL DE CONDENADOS POR VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Banco de dados terá informações de autores de feminicídio, estupro e violência psicológica. Objetivo é facilitar compartilhamento de informações entre polícias. Texto vai à sanção.

O Senado aprovou na terça-feira (28), em votação sem registro nominal de votos, a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher.

O texto aprovado não sofreu alterações em relação ao que saiu da Câmara e, com isso, segue para sanção presidencial. Se o presidente Lula confirmar, a lei entra em vigor 60 dias após a sua publicação.

O banco de dados vai reunir, em um só lugar, informações de condenados pelos seguintes crimes:

feminicídio;

estupro;

estupro de vulnerável;

violação sexual mediante fraude;

importunação sexual;

assédio sexual;

registro não autorizado da intimidade sexual;

lesão corporal praticada contra a mulher;

perseguição contra a mulher ;

violência psicológica contra a mulher.

A ideia é que, com esse sistema centralizado, as polícias de todo o país consigam compartilhar informações em tempo real.

O governo federal será responsável pela gestão do cadastro.

O objetivo é impedir que agressores condenados em outros estados consigam se esconder ou repetir as agressões sem serem rastreados.

Pelo texto, somente pessoas condenadas por sentença transitada em julgado – em que não há mais a possibilidade de recursos – vão constar na lista.

Segundo o projeto, serão registradas informações como nome, RG, CPF, foto, impressões digitais e endereço do agressor.

Os dados ficarão no cadastro até o fim do cumprimento da pena ou pelo prazo de três anos – se o tempo de punição for menor do que esse.

A proposta estabelece que o nome da vítima não pode ser divulgado.

A relatora do texto no Senado, Dorinha Seabra (União-TO), afirmou que o novo sistema vai auxiliar políticas preventivas e promover um “aprimoramento de medidas protetivas”.

“Há integração de informações, com a centralização de dados atualmente dispersos, o que permite uma atuação mais eficiente das autoridades de segurança pública e do sistema de justiça”, disse a senadora. A autora do projeto é a deputada Silvye Alves (União-GO).

Fonte: G1
Foto: Nino Caré/Pexels

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