Uma comitiva formada por prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos e vice-prefeitas que representam a Associação dos Municípios da Fronteira Noroeste (Amufron) participa, em Brasília, de uma mobilização nacional convocada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) para defender as finanças públicas e a autonomia dos municípios.

Entre as lideranças presentes, estão o prefeito de Nova Candelária, Ari Edmundo Roehrs, e o vice-prefeito, João Eduardo Wille, que acompanham as discussões e reforçam a mobilização em defesa do municipalismo.
O encontro ocorre na sede da CNM e tem como foco as chamadas “pautas-bomba” — um conjunto de proposições em tramitação no Congresso Nacional que, segundo a entidade, impõem novas obrigações aos municípios sem indicar a devida fonte de custeio, ampliando despesas e pressionando a sustentabilidade fiscal das administrações locais.
De acordo com o material divulgado pela CNM, a mobilização reúne gestores e legisladores municipais com o objetivo de sensibilizar deputados e senadores para que essas matérias não avancem. A entidade alerta que o pacote de propostas reúne iniciativas consideradas extremamente prejudiciais ao municipalismo e que contrariam princípios constitucionais e regras de responsabilidade fiscal, ao criar ou ampliar despesas obrigatórias sem a correspondente previsão de financiamento.
A CNM também destaca que o avanço dessas propostas pode resultar em impacto direto na prestação de serviços essenciais à população, como saúde, educação, assistência social, infraestrutura e manutenção de programas e políticas públicas que dependem do equilíbrio das contas municipais.

Para a Amufron, a presença da comitiva em Brasília reforça a importância de atuação conjunta e articulada em defesa dos municípios, especialmente diante de projetos que podem comprometer o planejamento orçamentário e reduzir a capacidade de investimento das prefeituras. A mobilização busca fortalecer a voz municipalista e garantir que qualquer mudança legislativa com repercussão financeira venha acompanhada de responsabilidade, previsibilidade e respeito à autonomia local.
A expectativa é que o movimento amplie o diálogo com o Parlamento e contribua para barrar propostas que aumentem a carga de responsabilidades dos municípios sem compensação, preservando a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à comunidade.
Fonte: Administração Municipal de Nova Candelária
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