Escrito por 08:44 Saúde

ANVISA MANDA RETIRAR DO MERCADO SUBSTÂNCIA DE XAROPES PARA TOSSE POR RISCO DE ARRITMIA GRAVE

Clobutinol foi associado a alteração elétrica no coração que pode levar a desmaios e morte súbita; medida determina retirada imediata de medicamentos do mercado.

Imagem: ILUSTRATIVA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão total de medicamentos que contenham a substância clobutinol no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (27/04) e passa a valer imediatamente.

A decisão atinge a fabricação, importação, distribuição, comercialização, propaganda e uso desses produtos —ou seja, retira completamente a substância do mercado.

Risco cardíaco levou à decisão

Segundo a agência, a proibição se baseia em um parecer técnico da área de farmacovigilância que identificou um risco relevante à saúde.

De acordo com o documento, os medicamentos com clobutinol podem provocar arritmias cardíacas graves, associadas ao prolongamento do chamado intervalo QT —uma alteração na atividade elétrica do coração que pode levar a desmaios e até morte súbita.

No entendimento da Anvisa, os riscos superam os possíveis benefícios terapêuticos da substância, o que justifica a retirada.

Onde o clobutinol era usado

O clobutinol é um princípio ativo utilizado principalmente em antitussígenos, medicamentos indicados para aliviar a tosse. Ele costuma estar presente em xaropes e outros produtos voltados ao tratamento de sintomas respiratórios.

Com a decisão, esses medicamentos deixam de poder ser vendidos ou utilizados no país.

O que muda para o paciente

Pacientes que utilizavam produtos com clobutinol devem interromper o uso e procurar orientação médica para substituição por alternativas seguras.

A Anvisa não detalha quais marcas específicas são afetadas, mas a medida vale para todos os medicamentos que contenham a substância, independentemente do fabricante.

Histórico de segurança

A avaliação de risco-benefício é um dos pilares da regulação sanitária. Quando surgem evidências de eventos adversos graves —como problemas cardíacos—, a agência pode determinar desde restrições até a retirada completa de produtos do mercado.

Nesse caso, o entendimento técnico foi de que o risco potencial é alto o suficiente para justificar a suspensão total.

Fonte: G1

Foto: Reprodução

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