
Um produtor rural da localidade de Lajeado Limoeiro, interior de Novo Machado, encontrou 04 cobras de uma só vez esta semana.
Pedimos que um site de Inteligência Artificial ajudasse na identificação das cobras. Segundo o chat e com base nas imagens encaminhadas, é possível fazer uma avaliação preliminar das serpentes, ressaltando que a identificação definitiva de uma espécie não pode ser feita apenas por fotografias, sendo necessária, em muitos casos, a observação de características adicionais por um especialista.
Foto 1 – A serpente apresenta corpo robusto, cabeça larga e triangular, além de um padrão de manchas escuras sobre fundo marrom, características compatíveis com serpentes do gênero Bothrops. Dessa forma, a cobra fotografada pode ser uma jararaca, espécie peçonhenta comum no Rio Grande do Sul. Em razão dessa possibilidade, a recomendação é que qualquer animal com essas características seja tratado com cautela, mantendo distância e evitando qualquer tentativa de captura ou manipulação.
Foto 2 – Já as serpentes da segunda imagem apresentam corpo mais delgado, cabeça estreita, pouco diferenciada do pescoço, cauda longa e coloração marrom-olivácea com pequenas manchas distribuídas pelo dorso. Essas características são compatíveis com uma cobra-d’água, provavelmente do gênero Erythrolamprus, espécie muito comum na região Sul do Brasil e que não é considerada peçonhenta de importância médica. Existe ainda a possibilidade de pertencer ao gênero Philodryas, cujas espécies possuem peçonha de baixa toxicidade para seres humanos, mas que raramente provocam acidentes graves.

Em qualquer situação, a recomendação é não manusear serpentes encontradas na natureza, independentemente da espécie. Caso o animal esteja em uma residência ou represente risco às pessoas, o mais indicado é acionar os órgãos competentes para que a remoção seja realizada com segurança.
É importante reforçar que essa avaliação foi realizada exclusivamente com base nas fotografias, não substituindo a identificação presencial por um especialista em herpetologia.
Fonte/foto: Jornal Sentinela















