
Cinco irmãos permaneceram por cerca de três meses em um abrigo de Palmitos, no Oeste de Santa Catarina, após denúncias de supostos maus-tratos praticados pelos pais. Na época, perícias e avaliações de assistentes sociais concluíram que não havia elementos suficientes para comprovar as agressões e apontaram que o casal possuía condições de cuidar dos filhos. Com isso, a Justiça determinou, em junho de 2025, o retorno das crianças ao convívio familiar.
Pouco mais de um ano depois, a família voltou a ser alvo de investigação após a morte de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O pai da criança, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, confessou à polícia ter agredido o filho com socos no peito e no abdômen e de ter batido a cabeça do menino contra o chão. Em depoimento, ele afirmou que as agressões ocorreram porque a criança não teria lhe dado “bom dia” da maneira que ele esperava na manhã do dia 5 de julho.
As investigações também revelaram que a família já havia sido denunciada anteriormente em Águas de Lindóia, no interior de São Paulo. Já em Viamão, uma enfermeira identificou hematomas no corpo de Oliver durante um atendimento realizado em novembro de 2025.
Segundo informações da investigação, uma visita técnica que poderia resultar em um novo acolhimento das crianças estava agendada justamente para o dia em que a morte de Oliver foi confirmada.
A mãe da criança também foi presa, e o caso segue sendo investigado pelas autoridades.
Fonte: Portal Diário com informações de Jornal Razão.















