Escrito por 11:34 Crissiumal

Quando o frio volta ao RS? Temperaturas começam a cair após onda de calor

Resfriamento do Estado terá início pela fronteira com o Uruguai; veja como fica o tempo nos próximos dias

O inverno parece ter dado uma trégua no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, os termômetros chegaram a 33,8ºC, a maior temperatura já registrada para um dia de julho desde 1910. O frio, porém, começa a retornar ao Estado a partir desta quarta-feira (22).

A queda nas temperaturas será gradual e ainda sem uma nova onda de frio no horizonte. Isso porque a umidade continua dificultando a entrada de uma massa de ar mais intensa sobre o RS.

O resfriamento começa pela fronteira com o Uruguai. Municípios como Herval, Pinheiro Machado, Canguçu e Pedras Altas devem registrar mínimas entre 11ºC e 13ºC. No restante do Estado, o amanhecer ainda será ameno, com marcas acima dos 15°C.

Já na quinta (23), uma massa de ar frio de origem polar ingressa no território gaúcho, mas sem forte intensidade. A Campanha terá mínimas entre 6ºC e 8ºC, enquanto na Serra os termômetros marcam 8ºC. Nas demais regiões, as mínimas ficam entre 11ºC e 13ºC.

Na sexta (24) e no final de semana o frio persiste com maior ênfase na Campanha, no Oeste e nos Campos de Cima da Serra. No domingo (26) um pulso de ar frio um pouco mais intenso deve chegar ao Estado. A previsão indica 5ºC na região sul do RS e entre 4ºC e 5ºC em cidades como Vacaria e São José dos Ausentes, na Serra.

O que vem pela frente?

Mesmo com o retorno de temperaturas mais baixas, a meteorologista Carina Padilha, do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPPMET) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), ressalta que não há expectativa de uma queda brusca de temperatura até o dia 4 de agosto.

Isso ocorre por uma mudança no padrão atmosférico que tem dificultado que as massas de ar polar ganhem força sobre o Estado neste momento. Embora os modelos indiquem uma nova massa de ar frio para 1º de agosto, Carina observa que o cenário depende de acompanhamento diário — Novas atualizações dos modelos devem ser acompanhadas, já que a confiabilidade da previsão é melhor quanto mais perto se está do dia do evento. Ainda podem acontecer geada e temperaturas negativas, pois é comum durante todos os meses de inverno — pondera a meteorologista.

O que barra o frio intenso?

A explicação para o casaco pesado continuar no guarda-roupa em boa parte das cidades passa por fatores que vão desde a umidade local até mudanças em padrões atmosféricos. Segundo os especialistas, o RS vive um momento em que os fenômenos que trazem o frio não encontram “caminho livre” para se intensificarem.

— O principal fator para este impeditivo de frio mais intenso nos próximos dias é a grande disponibilidade de umidade sobre o Estado — explica o meteorologista Gustavo Verardo, da Climatempo.

Essa umidade, explica Verardo, impede a entrada de massas de ar polar mais intensas até o fim do mês, favorecendo, em vez disso, a ocorrência de chuvas e temporais isolados.

Essa percepção é reforçada por Carina, que aponta uma mudança no padrão atmosférico que influencia o Estado em ciclos de um a dois meses:

— Para julho e os primeiros quatro dias de agosto, não temos a expectativa de uma queda acentuada de temperatura.

Embora uma massa de ar frio deva atuar entre esta quarta e quinta-feira, ambos os meteorologistas concordam que ela não terá o vigor das ondas de frio registradas no início de julho.

Fonte: Portal diário.